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O Esposo Vigilante: A Infalibilidade e a Pureza da Igreja." 


A Escritura apresenta a Igreja, de forma definitiva, como a Esposa de Cristo: “Vem, e eu te mostrarei a noiva, a esposa do Cordeiro.” (Apocalipse 21, 9). Dessa união mística deriva o dever moral de todo marido: “Amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela (...) Os maridos devem amar suas esposas como a seu próprio corpo.” (Efésios 5, 25-28).Zelar pela integridade da esposa é o dever primordial de todo esposo. O primeiro Adão, contudo, falhou em sua missão; não guardou Eva, permitindo que ela ficasse à mercê da astúcia da antiga serpente, o que resultou na queda e na morte de toda a sua posteridade. Em contraste, Cristo revela-se como o Marido Perfeito. Ele jamais abandona Sua Esposa à própria sorte, garantindo-lhe Sua presença constante e Sua proteção invencível: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (S. Mateus 28, 20) e “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (S. Mateus 16, 18).A Igreja é santa, pura e sem mácula, pois foi santificada por Cristo e n’Ele desposada: “Porque vos desposei com um esposo único, para vos apresentar a Cristo como virgem pura.” (2 Coríntios 11, 2). É necessário compreender que o que está corrompido não pertence à essência da Igreja; o pecado nela transita apenas para ser purificado. Como um "hospital espiritual", a Igreja acolhe os doentes não para compactuar com a enfermidade, mas para oferecer o tratamento da cura. Tudo o que constitui o depósito próprio da Igreja é perfeito, pois são os bens eternos recebidos do Esposo: os Sacramentos, o Magistério, a Sagrada Tradição, a Revelação, a sã Filosofia, as Escrituras e a Fé. Nela resplandecem a coragem dos mártires, a caridade heroica e a justiça perfeita, dons que o tempo não pode corromper. 



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