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A pessoalidade e a identidade do Ser Divino não podem ser investigadas ou alcançadas apenas pelas ciências humanas. Deus não se submete à métrica das leis naturais e nem se enquadra nos limites da ciência racional.1 Por isso, Ele mesmo condescendeu em apresentar-se a nós como um de nós, em Jesus Cristo: um homem simples2 inserido no povo, filho de uma dona de casa e de um carpinteiro.3 Jesus viveu a nossa realidade: comeu e bebeu com amigos, rejeitou qualquer acepção de pessoas e interagiu com cobradores de impostos corruptos e meretrizes, transitando entre santos e ateus, religiosos e irreligiosos.4 Na radicalidade de Sua Encarnação, Ele manifestou a grandiosidade Divina na simplicidade dos gestos humanos e revelou todo o poder e amor de Deus na extrema fragilidade da dor e do sofrimento da Cruz.5



1 Isaías 55, 8-9 «Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.» 

2 João 13, 4-5 «Levantou-se da ceia, tirou a capa e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos...» 

3 Mateus 13, 55 «Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria...?» Marcos 2, 15-16 «E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também muitos publicanos e pecadores se sentaram com Jesus e seus discípulos [...]. E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e prostitutas?» 

4 Atos 10, 34 «Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas.» 

5 Colossenses 2, 14-15 «Cancelou o documento escrito contra nós [...] e o eliminou, pregando-o na cruz. Despojou os Principados e as Potestades e publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.» 1 Coríntios 1, 23-24 «Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos. Mas para os que são chamados [...] pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.»


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