R: A divindade de Jesus é uma verdade central da fé cristã, manifesta em sua própria encarnação. Jesus é Deus vivendo na carne, que, sem abrir mão de Sua natureza Divina, assumiu a nossa humanidade ao nascer da Virgem Maria.
As Escrituras nos revelam isso claramente:
Essa união admirável se deu quando o Verbo Eterno do Pai assumiu nossa carne. Em Sua humanidade, Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, que é uma das Pessoas da Santíssima Trindade. Ora, quem é concebido carrega a mesma natureza de quem o concebe. Se o Espírito Santo é Deus, por consequência lógica e teológica, Jesus, concebido pelo Espírito Santo, é também Deus. O Catecismo da Igreja Católica ilumina essa verdade: "A missão do Espírito Santo está sempre conjugada e ordenada à do Filho. O Espírito Santo é enviado para santificar o seio da Virgem Maria e fecundá-la divinamente. Ele, que é Senhor e dá a vida, fez com que ela concebesse o Filho Eterno do Pai numa humanidade." (Catecismo da Igreja Católica, § 485) Portanto, a própria concepção de Jesus, obra divina do Espírito Santo, atesta Sua natureza divina, revelando-nos que Ele é o DEUS que se fez homem para habitar conosco
R: Sim, de maneira contundente! O próprio Deus Pai testifica a divindade de Cristo ao ordenar que Ele seja adorado pelos anjos, algo exclusivo da Divindade. Após o nascimento de Jesus de Maria, a Escritura nos revela a ordem explícita do Pai: "E, ao introduzir o seu Primogênito na terra, diz: Todos os anjos de Deus o adorem." (Hebreus 1,6) É fundamental compreender que receber adoração é um privilégio e um direito exclusivo de Deus. As criaturas, sejam elas humanas ou angelicais, não podem ser adoradas. Portanto, se o próprio Pai ordena que os anjos o adorem, essa é uma prova irrefutável de que Jesus é verdadeiramente DEUS.
R: Sim, Jesus é o Verbo, e o Verbo é Deus.
Essa é uma das verdades mais profundas do Cristianismo.
O Verbo (do grego Λόγος – Logos) é o Filho eterno de Deus, a Palavra Divina que existe desde a eternidade com o Pai. Essa Palavra, que é Deus, veio ao mundo para habitar entre nós e revelar a própria face de Deus.
O Evangelho de São João nos apresenta essa realidade de forma inigualável: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada seria feito... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos Sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade." (João 1,1-3 e 14) Essa passagem é fundamental: ela não apenas afirma a divindade preexistente do Verbo ("o Verbo era Deus") e Sua participação na criação ("Tudo foi feito por Ele"), mas também o mistério da Encarnação ("o Verbo se fez carne").
Cristo é o "Logos" que se tornou humano, a "Palavra Viva" de Deus que se fez compreensível na língua dos homens. Ele é o meio definitivo pelo qual Deus se comunica com a humanidade. Como resume a Carta aos Hebreus: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem também fez o mundo." (Hebreus 1,1-2) Assim, Jesus, o Verbo encarnado, é a revelação plena e definitiva de Deus para a humanidade.