Hipocrisia Religiosa: A Celebração do amor Falado Mas Não Vivido.
  • O que Caracteriza o Indivíduo que Crê?

R: Crer significa, em sua essência, fazer a vontade de Deus. Por isso, a fé não pode ser atribuída aos infiéis, pois eles não praticam as condutas próprias da fé. Um fiel é aquele que tem a fé como um hábito de vida. Crer é consentir e aderir aos mandamentos de sua fé. Realizar o Bem, por sua vez, significa realizar ações concretas que estejam alinhadas à vontade de Deus. Jesus questionou a discrepância entre a palavra e a ação: "Por que vocês me chamam ‘Senhor! Senhor!’, mas não fazem o que Eu digo?" (Lucas 6, 46). Ele deixou claro que a prova da amizade é o serviço:  "Vocês são Meus amigos, se fazem o que Eu lhes mando. E o que Eu lhes mando é que amem uns aos outros" (João 15, 14, 17).

  • Existe Divisão entre Fé e Observância ao Amor Divino?

R: Não pode haver separação entre a fé e o servir a Deus no próximo, cumprindo assim o Maior dos Mandamentos que é a Lei do Amor. A fé não se resume a acreditar que Cristo nos salvará. Se não a confessarmos por meio de nossas ações, estaremos, na verdade, negando-a. O Apóstolo S. Paulo adverte sobre a falha prática, que é uma negação da doutrina: “Aquele que não cuida dos seus, e principalmente dos da própria casa, negou a fé e é pior do que um incrédulo.” (1 Timóteo 5, 8). Aquele que crê, mas não age de acordo com a sua fé, crê em vão, cultivando o vício da hipocrisia. Como Paulo ensina: “Serão salvos se guardarem exatamente o que lhes anunciei. De outra forma, terão acreditado em vão.” (1 Coríntios 15, 1–2). Deve haver uma honestidade profunda entre o que falamos e o que fazemos. Não pode haver sinceridade em uma fé que vive em conflito entre o discurso e a prática. A própria vida testemunha contra o indivíduo: "É a tua boca que te condena, não Eu. São teus lábios que dão testemunho contra ti mesmo." (Jó 15, 6).